imensidão de mim não tem espaço nem tempo, só o sentir
sentimentos em sintonia, ritmos individuais que se encontram, palavras soltas no vento como se assim fossem. a paz eu encontrei há tempos em virada. o amor eu encontrei desde menina. a saudade me abriu uma janela, eu não fechei. nos lírios dos meus pensamentos, há também jasmins. as borboletas são apaixonadas por todas as flores. eu escolhi uma que foi embora, estação chuvosa e ela foi pro sol, pr'um delta imaginário. imaginação que é todo tempo, sem restrições quaisquer.
que seria se eu bebesse desse nectár, que seria se eu o olhasse nos olhos de manhã cedinho?
até aonde iria esse torpor que me leva longe, rodopiando por onde for? olhos fechados, devaneio, leve, eu flutuo.
encheria meu coração de luz e meus lábios de risos e os olhos, ah os olhos se perderiam no infinito de nem sei o que. está na minha alma, eu o sinto. estranho. no mínimo, estranho. o sentir, o sentir é o privilégio dos sonhadores. o sentir me toma por completo e eu nem sei por qual razão tento por em palavras essa minha imensidão.
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