Sentou-se observando as vidas no jardim. Começou por ela.
Sentia o movimento das asas sutis que a respiração traz.
Postou as mãos para o céu e raios de plantas deixou reluzir de suas palmas.
E foi assim por um bom tempo.
¨
E então, juntando ela as palmas,
pôs-se a querer emanar para o mundo todo aquele contentamento.
As plantas lhe falavam entremudeadas pelo farfalhar do vento e das folhas.
Ao seu redor, vida e morte se passavam, assim como o sol, as flores,
as frutas verdes, maduras e podres. Chuva, passos e caminhos.
Breves beijas-flores. E outras tantas claridades.
¨
Quando fora dali, ela tentava a todo custo sorrir do tudo,
buscando a real beleza no meio de cada incerteza que brota
de concretas rotas.
¨
Um dia reencontrou com esperança
(quantas viagens
longas e curtas,
geradoras de luz,
fizeram juntas).
¨
E juntas novamente rodopiaram (...)
formando estrela que brilha à lembrar
pela intuição
pelo tato visual
de dentro
tanto divertir a fez entrever as borboletas saídas do peito.
E observa agoras, passos a caminhar, buscando emanar o bater de muitas asas
- em espiral,
por todo momento
para todo que vê
e com amor sente,
alegria.
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